QUE FUTURO?

 


Na passada segunda feira teve lugar em Leiria a cerimónia de tomada de posse dos recem eleitos Órgãos Distritais do PSD.

Esta iniciativa, que contou com a presença do Líder Parlamentar, Dr. José Pedro Aguiar Branco teve ainda a particularidade de contar com a presença de representantes do movimento Associativo Regional e do representante do Partido Socialista Distrital. Registei estas presenças de forma bastante positiva e o sinal da tentativa de abertura do Partido ao diálogo e concertação de posições para defesa dos interesses do Distrito de Leiria.

Na sua intervenção o Eleito Presidente da Comissão Política Distrital (CPD) falou por diversas vezes em unidade, numa Distrital para todos os militantes, na necessidade de mobilizar de novo todo o Partido em torno do interesse comum, que é o Distrito de Leiria.

Apesar de reconhecer no Dr. Fernando Costa e sua Equipa capacidade para governar os destinos da Distrital estou certo que a tarefa que vão ter pela frente não será fácil de concretizar.

Isto porque enquanto no Partido militarem pessoas que preferem manifestar as suas posições fracturantes através da Comunicação Social, refugiando-se aí em detrimento do debate interno; enquanto o Partido continuar a admitir ter militantes que fazem o papel dos nossos adversários em vez de os combater; enquanto o Partido tiver no seu seio pessoas que vão a votos e perdem e após a derrota se apressam a descredibilizar os adversários e até pôr em causa as suas capacidades; enquanto o Partido continuar a ter militantes que hoje estão ao lado de uns, amanhã contra esses e depois a favor dos adversários de ontem, não será possível passar a mensagem de partido unido e disponível no seu todo para os desafios em torno do desenvolvimento do Distrito.

O PSD não está unido e os cidadãos percebem-no!

E é por não estar unido e por perder tempo com “guerras” internas, que o PSD não está a cumprir o seu papel de Partido aberto à sociedade civil e à discussão dos grandes temas do Distrito, de Partido atento aos problemas dos Autarcas, das Empresas, no fundo de toda uma Comunidade que continua a acreditar em nós, mas infelizmente cada vez menos.

É grande o desafio, talvez o maior. E acreditem que só será ganho se todos acreditarem que acima dos interesse de cada um, estão os interesses do Distrito.

Comentários

  1. Aconselho a leitura das palavras de Aguiar Branco na tomada de posse da CPD de Leiria, do PSD, na passda 2ª feira. O diagnóstico está feito, haverá vontade politica e saber para que se cumpram os desejos do lider parlamentar e dos que aqui escreve o Jorge?

    http://www.tvi24.iol.pt/politica/aguiar-branco-psd-lider-oposicao-governo-directas/1134273-4072.html

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  2. O cenário de indefinição e de incerteza a nível distrital, repete-se a nível nacional.
    Tal como foi referido por Joaquim Aguiar há dias na RTPN e que aqui referi (http://vilaforte.blogs.sapo.pt/388722.html), a cisão do PSD seria um facto agitador da política nacional que levaria a uma clarificação de todo o espectro político, nomeadamente da direita. O previsível debate ideológico que se seguiria prestaria um grande serviço serviço à democracia portuguesa.
    Para o grande público em termos ideológicos não existe uma diferença efectiva entre o actual PSD e o PS. E isto acontece por iniciativa do PS que se encarregou de ocupar o espaço do PSD, apenas acrescentado os muitos e maus hábitos do socialismo no poder.
    A normal alternância PSD/PSD deixou de dar resposta aos nossos problemas. Estarei sozinho a pensar isto?
    Imaginemos que uma facção do PSD criava um partido que se assumia economicamente mais liberal, tecnocrata, com uma ideia de estado menos presente na sociedade e que deixava a vertente social para o PSD, para o CDS e para o PS. A vertente social do liberalismo económico é uma consequência da criação de riqueza e não o contrário.
    Estou certo que com uma liderança sem historial político e com um discurso claro iria ocupar o espaço que o CDS tem conquistado ao PSD e absorver uma parte do actual PSD.
    Vivemos um tempo de impasse e não há que ter tabus em considerar todos os cenários possíveis, e este agrada-me.

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  3. A falta de doutrina, dá confusão...
    :
    Inexistem interesses do Distrito a nao ser os do PSD ou por si inventados; há muitos anos que os "distritos" estão desfasados da realidade económica e social. Devia pois serem extintos os Governadores Civis, o cargo mais inutil da República.
    :
    .

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