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@JMF1957 A loucura 1: no Ensino Superior há mais de 4 mil cursos para 84 mil alunos. Dá, em média, 2o alunos por curso. E ainda querem abrir mais 330


 


@JMF1957 A loucura 2: a maior parte dos cursos não tem qualidade, mas a instituiução de avaliação diz "que não há rigidez" senão "fechava quase tudo"


 


@JMF1957 A loucura 3: o presidente da entidade de avaliação diz q cabe às instituições garantir a qualidade e, com a sua autonomia, reorganizarem-se


 


@JMF1957 Há muito q se sabe q as universidades ñ se auto-reformam. E em Portugal auto-reformam-se ainda menos do q noutros lados http://bit.ly/6VdEZM


 


Comentários

  1. O problema do ensino superior Português não é a quantidade, mas sim a qualidade, é um facto. Mas à que referir que Portugal é um dos países Europeus com menos licenciados por milhar de habitante, e como todos nós devemos saber este é um factor para a fraca competitividade do nosso país.

    O problema da falta qualidade já vem de trás, o ensino básico e secundário, está cada vez menos exigente, mais banalizado e não dá as qualificações ou não prepara os alunos para o ensino superior. Para não falar dos exames nacionais, que passaram a ser estatística, ou das dificuldades que um professor tem para chumbar um aluno no ensino básico, Depois ainda são usados como exemplo do sucesso escolar crescente da escola Portuguesa, não passam de meras falácias. As consequências futuras de tal facilitismo vão ser severas Portugal...

    Continuando o tema do meu comentário, o ensino superior Português, tem na sua maioria boas universidades/faculdades, algumas delas são prestigiadas no estrangeiro, mas contrasta com um numero de politecnicos ou privadas que oferecem serviços duvidosos e que não dão grande futuro ao estudante universitário, cabe ao estado como entidade reguladora, exigir qualidade de ensino destas entidades, e cabe ao estado também regular o numero de vagas/cursos, onde o desemprego é uma ameaça provável, incrivelmente não o faz.

    Outro problema que o ensino superior enfrenta é falta de fundos, as propinas por si não chegam e não rendem o que uma faculdade gasta por aluno, e já são demasiadas cara, só de pensar que este ano paguei 997,95, não é agradável. Existem faculdades com instalações em más condições, basta referir que na minha faculdade, o mês passado parte do tecto de um anfiteatro ruiu e podia ter ferido ou mesmo morto alguém, felizmente foi durante a noite. Tendo sido no IST, uma escola prestigiada em Portugal e no estrangeiro é sinal que algo não está bem.

    E por fim, há que mudar a visão que temos do ensino superior, como mero formador de profissionais. É talvez a sua principal missão, mas muitas vezes esquece-se que deve ser onde o conhecimento, a inovação e novas tecnologias nascem, como tenho conhecimento muito das teses, tecnologias e projectos universitários, não são aproveitados e são esquecidos e postos na "gaveta", eu defendo que o Ensino Superior deve ser estar entregado no tecido empresarial, criando parcerias, já as há mas não são as suficientes. Depois há que dar mais condições aos investigadores Portugueses, diminuir a burocracia, que estes profissionais estão sujeitos a preencher que é incrível, acabar com recibos verdes, e incentivar a investigação, eram óptimas medidas para Portugal, mas os sucessivos governos teimam em não o fazer, e entretanto verificamos a "fuga maciça de cérebros" Portugueses que vêem no estrangeiro melhores condições de trabalho... Com muita pena minha, e num país, como Portugal necessita de mais empresas que apostem na inovação e desenvolvimento tecnológico, para poderem competir no estrangeiro, a falta de licenciados e a fuga de muitos, é entrave à competitividade da economia Portuguesa.

    Saudações,
    Avante!

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