Cuidados paliativos
Os lares da chamada terceira idade, estão cheios de pessoas com doenças terminais que ocupam camas de quem precisa e não tem companhia, ou somente necessitam de estar ocupados com alguma coisa que a solidão nos seus lares e falta de familia, em muitos dos casos, não permitem.
Os hospitais têm inumeras camas ocupadas com pessoas que vêm dos lares para morrerem no hospital sem a atenção devida, não que enfermeiros e médicos não tenham vontade, mas porque têm mais a quem acudir. Por outro lado, não têm a preparação adequada para estas situações.
Quanto aos nossos idosos, pais, avós, tios, enfim qualquer grau de parentesco nos serve, certamente, estão ali, simplesmente, à espera que o tempo passe e a hora chegue ...
Para quando uma rede nacional de cuidados paliativos onde cada instituição se dedique ao fundamental da sua acção e as pessoas tenham um fim de vida com dignidade e com o minimo de qualidade possivel?
Na verdade, é quando a vida nos presenteia com situações semelhantes, que paramos um pouco para pensar e reflectir sobre o assunto. Agora, que vivo na familia, um caso concreto, é que vejo e sinto o quanto sofrem os "velhos" deste país. Aquele que está em 8º lugar, a nível mundial, na população envelhecida. Urge que as politicas de natalidade sejam eficazes e não avulsas, mas tem de se pensar em cuidar dos seus mais velhos com atenção e valorizar o envelhecimento com mínimos de qualidade e dignidade humana.
Bom dia Pedro
ResponderEliminarColocas o dedo na ferida, uma ferida em que todos deveríamos tocar, porque para além de todos termos pais, tios, amigos, conhecidos, todos lá iremos parar mais tarde ou mais cedo e sem dúvida que esta é uma área em que tudo está por fazer no nosso país.
Abraço
Jorge
Tendo a nossa sociedade rompido com uma tradição que outrora existia de as respostas serem asseguradas no meio familiar, dever-se-ia ter ponderado a questão do apoio não apenas a idosos mas também a outros grupos necessitados de atenção permanente como é o caso das pessoas portadoras de uma qualquer deficiência que lhes limita a autonomia e a capacidade de proverem ao seu sustento.
ResponderEliminarÉ evidente que também os tempos são outros, sendo praticamente impossível que num casal um dos seus membros se desempregue voluntariamente para ocorrer a situações como as descritas sem que isso atire o agregado familiar para quase limiares de existência médio-baixos.
A citada rede é uma necessidade imperiosa e onde as ipss's poderiam desempenhar papel de relevo conquanto, na minha opinião, os mecanismos de fiscalização devessem ser reforçados e a punição dos prevaricadores exemplar. Para não se abrir apenas um nicho de mercado feito à custa de dinheiros públicos.
Sr. Pedro
ResponderEliminarFalar sobre este assunto faço-o com revolta e dor, acabei de perder a minha Mãe que esteve acamada com Alzheimer cerca de 2 anos.
Caro João Romeu, estou chocado com o seu relato.
EliminarOs meus pêsames pela sua mãe.
Realmente este é um país em que as prioridades estão completamente ao arbitrio de meia dúzia de incompetentes e mentirosos.
Raios parta isto!
abraço