Dia Internacional da Tolerância Zero MGF
Foi ontem dia 8 de Fevereiro o dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, mas não faz mal colocar hoje este post, porque todos os dias devem ser de tolerância Zero. Só de pensar que há meninas de 9 anos sujeitas a práticas violentas e dolorosas nos braços das mães, tias e primas ... arrepia. Mais grave ainda quando estas práticas acontecem mesmo debaixo dos nossos narizes. Quantas comunidades vivem em Portugal e mantêm as mesmas práticas? Quantos homens continuam a pensar que uma mulher mutilada é a mais conveniente, a mais pura, a mais talhada para ser mãe dos seus filhos?
Salim Ahemed, 21 anos Senegalesa, fugiu ao sofrimento e à dor; é hoje uma cidadã Irlandesa, mas de alma Africana. Se voltar ao Senegal será morta. Aissatu Djalo , Agolana a viver em Portugal, aos nove anos foi escounjurada, porque não conseguiram cortar-lhe o clítoris à terceira tentiva. Duas histórias terríveis, que incomodam quem vive no conforto que a Europa proporciona. Mas esta Europa não pode, nem ignorrar, nem fingir que no seu território não existe esta prática assente não numa qualquer orientação religiosa , mas sim numa prática cultural onde os homens ainda não saíram da caverna, nem as mulheres sabem ler uma letra da Convenção dos Direitos da Criança.
Parabéns à APF, em particular à Alice Frade ( um abração) e a todas estas mulheres , vozes e rostos que não deixam nunca que esta situação intolerável caia no esquecimento.
Ana Narciso, Muitos Parabéns pelo seu texto !
ResponderEliminarNuno