Novo Quartel dos Bombeiros - Entendam-se!

 


O Presidente da Câmara Municipal não quer nem ouvir falar na localização do futuro Quartel dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós.


Por razões operacionais é urgente a saída dos Bombeiros do centro da vila, situação aliás assumida pelo anterior Presidente da Câmara e reafirmada pelo actual.


No entanto aquele que é o primeiro responsável pela Protecção Civil do Concelho não quer saber se os Bombeiros escolhem um terreno na Vila ou fora dela, neste ou noutro Concelho. Ajuda a pagar e na sua perspectiva já não é nada pouco!


Nada mais errado! Se outra razão não existisse, o facto de caber ao Presidente da Câmara essa responsabilidade, obrigava-o no mínimo a partilhar decisões com a Direcção dos Bombeiros. Mas existe outra razão; O ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO. Nessa matéria esta despreocupação do Município deixa-me preocupado e estupefacto. Em primeiro lugar porque a Construção do Quartel dos Bombeiros não é igual à construção de um qualquer pavilhão para serviços. Exige espaço, centralidade e obriga a vias de comunicação rápidas que permitam ligações fáceis (sinónimo de socorro eficaz). Um novo Quartel dos Bombeiros exige igualmente solução de futuro para o actual. Não pode por isso pertencer apenas à Direcção dos Bombeiros Voluntários a escolha da sua localização.


A Câmara Municipal tem obrigação de escolher a melhor localização (aquela que melhor serve os interesses do Concelho em matéria de ordenamento em conjunto com aquela que melhor serve a população em matéria de socorro), participar na negociação da aquisição e comparticipá-la.


As Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários não podem ter um tratamento igual a qualquer outra Associação do Concelho. O Presidente da Câmara não pode por isso recear envolver-se em decisões estruturantes e que poderão condicionar o futuro da Vila e desta Associação em particular.


O melhor local não é o mais barato! Ainda alguém se lembra do processo da casa velório e da sua "magnífica" localização?


Banalizar estes factos é reduzir as preocupações com o Ordenamento do Concelho à simples “plantação” de betão ao sabor da vontade de cada cidadão. Poucas regras pouca chatice. Não admira por isso que este género de Governação se adapte com tanta facilidade à sã convivência com Planos de Pormenor suspensos e à revisão do PDM “engavetada” e embrulhada em promessas já vai para seis anos.

Comentários

  1. Salgueiro gosta muito de dizer que Governar é decidir, quando faz rotundas e arranjos de fachadas, mas nestas questões, em que tem de enfrentar eventuais interesses e onde sente que o seu elan poderá sair chamuscado fica de fora. Ao não decidir mostra ter medo de governar as questões de fundo.
    Mas sinceramente, entre cozinhar outra solução tipo casa velório e não decidir, talvez seja melhor mesmo não decidir.

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    1. Paulo, o melhor é nada dizer que isso pode dar um julgamento...

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  2. E que tal a dualidade de critérios, casa de velório de porto de mós, em que diz que “A câmara teve de decidir, isto é um problema de quem tem de decidir, nós decidimos” ( http://www.regiaodeleiria.pt/2010/02/joao-salgueiro-visita-obras-da-polemica-casa-de-velar). Também concordo, é melhor decidir do que nada decidir, embora a decisão pudesse ter sido bem melhor :)

    Em relação ao quartel dos bombeiros, sendo o presidente o primeiro responsável pela Protecção Civil do Concelho e responsável pelo ordenamento do território, entende que não deve participar na decisão. Mais uma vez, que conveniente…

    Temos pena!
    Quando é que a politica sairá das associações do concelho, não admira que não se vejam jovens interessados na política, quem é que estará interessado em participar nesta podridão…

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