O Perdão dos poderosos
Leio na imprensa regional, deste fim de semana, que um artigo de opinião da Ex-Vereadora do PSD Irene Pereira, chegou finalmente a Tribunal, por vontade do Sr. presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, por o ter entendido como mentiroso e lhe ter causado prejuízo pessoal.
A Irene é acusada do crime de difamação agravada, por ter escrito um texto de opinião, publicado no Portomosense em Novembro de 2008, que tratava de uma suposta acumulação do vencimento do Presidente da Câmara com a reforma.
“Acreditei que estava a escrever a verdade”
“ Tenho consideração pelo senhor presidente e nunca foi meu objectivo ofender a sua honra e bom-nome” são algumas das declarações citadas no Região de Leiria.
Por sua vez o Senhor Presidente alega, que o texto lhe causou grande transtorno e que ainda hoje as pessoas o abordam sobre a questão.
O texto não foi feliz, como a própria reconhece e deu que falar durante uma ou duas semanas, mas hoje alguém se lembra do texto, para além dos protagonistas? As audiências no tribunal e os artigos sobre o assunto, hoje a quem aproveitam? A alguém? A Irene deixou de ser Vereadora, o Sr. Presidente da Câmara continua no cargo, com uma maioria reforçada, que certamente não foi penalizada pelo referido artigo.
Os grandes líderes são magnânimes nos seus gestos e são reconhecidos como tal pelo povo. O Senhor Presidente da Câmara tem aqui uma excelente oportunidade para ter um gesto magnânime e esquecer o assunto.
Mas afinal o que importava saber é se realmente acumula ou não o salário. Apenas isso.
ResponderEliminarOu segredo muncipal e tem medo ou vergonha de colocar a boca no trombone?!
Perdoa-se aquilo que está totalmente errado.
ResponderEliminarNão se perdoa, nem se pede perdão quando tudo leva a crer que fosse verdade. O destinatário, como é o caso, pessoa pública e nesse âmbito, esclarecia em vez de chamar “mentirosa”.
Num país em que a honra vale pouco, ou em que se usa o Poder Judicial para clamar a reza da virgem ofendida, é tempo de perceber que gestos magnânimes só vêm de quem tenha razões para o fazer.
No caso concreto, tudo se resolveria se a Presidência da Câmara esclarecesse quem deve ser esclarecido, o eleitor.
Só.
Esclarecer no mesmo meio de comunicação.
Esclarecer na assembleia municipal.
Nada mais.
No caso, há um exercício legitimo em dizer. Como também há um interesse em esclarecer um assunto público.
Os tribunais merecem melhor assunto. Não são sítio para a confrontação politica. E quem está há frente de instituições eleitas bem o deveria saber. Que magnanimidade para com quem exerce uma função?
O texto não foi feliz,?como reconhece?
ResponderEliminarNão foi o que me pareceu da leitura.
A frase é "acreditei que disse a verdade".
Isto é, tinha razões para que levasse a denunciar o facto.
Ter razões é o mesmo que dizer que há uma objectividade da realidade que afirma ser o que se passa.
Exemplo:
-alguém entra numa loja às 23h. após travar o carro ruidosamente. Há RAZÃO que Leva a Crer tratar-se de UM ASSALTO...
-esclarecimento: era o dono que se esqueceu das chaves de casa na loja.
Só que neste país fazem-se leituras muito rápidas...
E lê-se pouco.
EliminarLê-se muito rápido.
E tao rapidos, que julgam,.E aacham que julgam bem.
... Ai portugueses que nao lusitanos, cheios de embotamento, uma covardolândia, uns fingidos...e é nisto que o povo gasta a sola de sapatos para ir votar....francamente! O assunto resolvia-se na Assembleia ou no jornal. Nada mais, afinal quem presta contas públicas?
*
Agora, com a ideia néscia e terceiro-mundista de que os tribunais dao certificados de honradez, vem a lume discutir o que devia esclarecer...santo deus!
HAJA TINO!
Afinal, quem lhe encomendou o Perdoa-me?
ResponderEliminar1. O Sr. Presidente como qualquer cidadão pode fazer queixa.
ResponderEliminar2. O ministério Público e os Tribunais dirão se é ou não é crime. Aquele entende que sim. O assunto é muito discutivel.
3. O Sr. Presidente ao fazer a queixa terá tido razões juridicas para tal, nomeadamente deve ter sido aconselhado por juristas camarários pagos com o erário público.
4. Aguarde-se pois. Queira o Senhor que Portugal nao seja de novo condenado por condenar a liberdade de expressão vinculada...
Esclarecimento:
ResponderEliminarEste Post é da minha exclusiva responsabilidade, depois de ter lido uma noticia na Região de Leiria. Não falei sequer com a Irene Pereira.
A alegação do transtorno é ridicula.
ResponderEliminarO crime de difamação nao se destina a proteger os transtornos, caprichos ou o embotamento.
Destina-se a proteger aqueles que sem razões vêem-se confrontados com uma ofensa gratuita que diminua a sua interacção social, o seu relacionamento profissional ou pessoal.
Uma vereadora e um presidente de camara cumprem funções, o paradigma relacional foi exercido, nada surgiu do acaso. Este paradigma relacional manteve-se com os dizeres, e como bem se assinala, deveria ter sido esclarecido no mesmo meio. Assim, nao houve diminuição da estrutura funcional das pessoas envolvidas e da sua dignidade (a nao ser o "mentirosa" dito pelo Senhor Presidente e que nao recebeu queixa talvez por magnanimidade da destinatária...), caso contrário toda a oposição seria seria difamação, estando o direito criminal a violar o Estado de Direito.
Luis:
ResponderEliminarNão diz o Região de Leiria : "...chegou finalmente a Tribunal, por vontade do Sr. presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, por o ter entendido como mentiroso e lhe ter causado prejuízo pessoal..."
A conclusão é sua. E errada.
Uma coisa é chamar alguém de mentiroso, outra é dizer que está em contradicção com o prometido. É isso e só isso que está na imprensa.
O juizo conclusivo é precipitado.
Permita-me muito simples:
...se eu disser "o tempo está bom". O juizo humano mais comodista fica-se (perante um vazio...como já assinalarei) ;
Mas o rigor obriga a dizer "o ceu está sem nuvens e há sol". Isto é facto. Aquilo juizo.
Dizer a um esquimó o "tempo está bom" nao é o mesmo que dizer a um tuaregue do Sahara...ou a pessoa mais friorenta.
Devemos pois ter cuidado com o que dizemos pois dará distorção nos outros...e nós falamos para os outros, e nao para nós.
...e é obvio que o egotista dirá que o tempo está bom PORQUE AS SUAS RAZÕES o fazem dizer tal; mas se tiver a perspectiva do outro e do rigor...
ResponderEliminarPadeira de aljubarota: bem visto...nao foi no pao quente.
ResponderEliminarA ser assim Luis nada se julgaria, de facto diz:
ResponderEliminar"...As audiências no tribunal e os artigos sobre o assunto, hoje a quem aproveitam? A alguém? ..."
...nao é um caso de aproveitar, de interesse, é um caso de eventual aplicaçao da lei. O ser julgado ou o fazer queixa reporta-se a passado SEMPRE, como seria bom de ver, ninguem faz queixa do futuro ou se é julgado por algo que ocorrerá...como é bom de ver.
O caso é interessante do ponto de vista do Direito. E nao é isento de dúvidas.
Percebe-se que vários sao os juristas a comentar.
Assinalarei algo que parece-me não ter sido dito.
Não assistiria à Sra Vereadora uma função de deslocação do texto para a Assembleia e só aí residiria a plenitude da palavra, cumprindo o seu dever localizado de fiscalização? Não lhe assistiria um dever de se documentar? No âmbito dos poderes de fiscalização que exerce nao lhe caberia um dever acrescido de procura da melhor palavra no sítio certo? Ou bastará na politica o fumo para se fazer fogo? Estas questões e que se podem sintetizar numa só (a última) parecem-me pertinentes. Boas tardes.
Caro Afonso,
EliminarÓbvio que o Tribunal julkga o passado e não o Futuro, o que pretendi , ao referir o "hoje"´, era fazer uma crítica ao estado actual da Justiça, que leva à barra do tribunal, um simples texto de opinião, 16 meses depois de ter sido publicado, com ou sem razão, não interessa para o caso. Aqulio que seria uma eventual punição 2 ou 3 meses depois da publicação do texto, tornar-se-há em mais um triste episódio da nossa triste justiça que julga sempre justa ou injustamentew, fora do tempo. Aquilo, que poideria ser uma eventual justa punição em Janeiro ou Fevereiro de 2009, será daqui a quantos anos ???!!! uma injusta setença, seja ela qual for.
Obviamente o tribunal nao tem só este caso, e o ano só tem 365 dias. Subtraia as ferias e ferados, e veja se é possivel fazerem-se 12 julgamentos por dia...
Eliminar...e o tribunal nao quer saber do tempo dos srs. politicos embotoados e baidosos com conversa de vao de escada! Era o que mais faltava!!
EliminarEra o que mais faltava politicos a mandarem no tempo do tribunal. Tratamentos de favor já basta a nossa Camara! E sempre o foi.
Eliminar...e uma eventual justa absolvição...?
EliminarAgora.
Ja ouviu falar em presunçao de inocencia? Nada impede um processo...e a vida politica continua...nada ...a nao ser o facto de nao se perceber o q é uma republica...
O tempo da justiça nada tem a ver com o da politica nem deve...
...ou gostaria da puniçao?
Eliminarnunca percebi a importancia do assunto...e daí que acho que até podia durar dez anos...
EliminarO que está em causa neste post não é a justeza da queixa do Sr. Salgueiro, justeza essa que já foi reconhecida pela Drª Irene, mas antes a capacidade de estar acima das questões menores e dessa forma conseguir sanar as inegáveis feridas abertas. Enquanto vivermos num clima de 'olho por olho, dente por dente' a comunidade continuará separada entre apoiantes (bons) e críticos (não prestam).
ResponderEliminarSe o Sr. Salgueiro for magnânimo e esquecer o assunto, eventualmente com um pedido de desculpas que aliás já aconteceu, mostrará que lhe é mais importante ter uma comunidade pacificada do que um ego sublinhado. É um excelente teste para aferirmos do peso do ego nas suas decisões. Os grandes líderes escolhem sempre a comunidade em detrimento de si próprios. Esse é aliás o espírito abnegado da ética republicana.
Se for igual ao que sempre tem sido, Salgueiro irá até ao fim do processo judicial, e isso não me surpreenderá. Se, pelo contrário, se mostrar magnânimo fará também por merecer os meus parabéns, coisa que desconfio que não o mobilize.
Paulo,
EliminarO óbvio deixa de o ser... precisamente porque as feridas continuam abertas.... até quando??
Era também o objectivo deste post, medir o tamanho das feridas, está medido ....
Correcção:
EliminarQuando na última linha se lê: "coisa que desconfio que não o mobilize", deve ler-se: "coisa que desconfio que o mobilize".
Gafe à volta da dupla negação...
A minha não presunção não me permite falar dessa forma.
Afonso:
ResponderEliminarAs questões sao pertinentes.
Mas o crime é doloso, ie, tem que haver uma intencionalidade própria nos termos do art. 14 (para os leigos, é o art. que define qual a intenção relevante).
A intenção era de dar conta de um dado que à vereadora era objectivo? Ou era somente o achincalhamento?
Da leitura do que veio a lume parece que a vereadora estava documentada. Mal ou bem, estava.
E isto é liquido.
Se é questionável que o dever de cuidado pode nao ter sido integralmente cumprido, também é certo que não há o crime de difamação negligente.
Mas mais.
No meu entendimento nem sequer há negligência.
Passo a demonstrar.
Se as coisas públicas fossem adstritas a um dever de cuidado integral como diz, tal dificultaria a divulgação de coisas públicas (algo que é do interesse público)mal explicadas. Cada operador democrático teria de se documentar até ao infinito e esse operador poderia nao estar no melhor local para conseguir documentar-se para cumprir o seu papel.
Sabe-se que as câmaras sao sitios onde prolifera a mesquinhez, o compadrio politico, seja laranja ou rosa. A sra. Vereadora, se me apercebo, poderia nao conseguir a documentaçao em face de o facto da camara ser de cor diferente. E sob a dificuldade do acesso a democracia na vertente de transparência nao se realizaria?
O Senhor Presidente em face do facto poderia logo esclarecer e tirava-se a conclusão, e o assunto tendo sido colocado tinha um termo (a explicação, a transparência).
Pode ser discutivel o saber se o assunto é do interesse do munícipe, mas a luta politica desencadeada não pode ser travada por dificuldades de acesso. Sabe-se, e é dado objectivo, que havia algo de escrito que fez crer e que fez com que escrevesse. Nao foi algo que veio de Marte, ou do mundo da Lua.
Paulo:
ResponderEliminarSó pode ser a justeza. por isso está em tribunal.
Os tribunais nao servem para criar factos, servem para julgar a justeza das razões que levaram o Sr. Presidente a apresentar queixa. Saber se a sra. Vereadora incorre no crime p. e p. no art. 180 do C.P.. Nada mais. O resto é conversa de café.
A sra. prof nunca reconheceu justeza. Leiam novamente.
ResponderEliminarE pena so agora ir a julgamento esta acusação foi feita quando se estavam a fazer as listas para a camara.
EliminarUma coisa e certa se eu fosse presidente fazia pior que o outro, vejam quem escreve no portomosense e linha editorial é um escandalo, ja assim foi durante os outros 4 anos com a ana julinho olga irene e companhia, vejam quem foram os candidatos Psd, ESTEJAM ATENTOS O NOSSO JORNAL E PARCIAL E CONSTROI LISTAS PSD, e verdade com pessimos resultados mas e uma constatação, esta acusação foi no nosso jornal
os fracos nuncam perdoam. o perdão é uma virtude dos fortes
ResponderEliminarEu prefiro aguardar a sentença do tribunal com serenidade. Não são, nem os jornais, nem a opinião publicada que faz, tira ou repõe a verdade dos factos. Ainda há decisões justas ; espero que esta seja uma delas. Até lá não vou acrescentar mais nada.
ResponderEliminarAna:
ResponderEliminarA questão não é de serenidade. Obvio que o tribunal vai decidr.
A questão, para além de ser de juristas que obviamente nao comento por nao ser do meu métier, mas interessante de ler, tornou-se pública porque há quem queira tirar partido:
--por alguma justificaçao de alguma derrota;
--ou,
--por alguma graxa.
Depois de todas estas intervenções e de algumas terem vindo de pessoas com formação em Direito, deixo aqui uma pergunta que acho que faz todo o sentido neste caso.
ResponderEliminarQuer os amigos juristas sejam a favor da Irene e contra o Salgueiro ou vice-versa, se tiverem em conta, apenas, a sua formação profissional decerto não terão qualquer dificuldade em responder.
Pelo que percebi, foi o presidente da câmara que interpôs a acção mas esta está a ser conduzida pelo Ministério Público, sendo Salgueiro, apenas, assistente no processo. Nesse caso, se é o Ministério Público que está a acusar e que ainda por cima faz uma acusação mais forte do que aquela que era feita por João Salgueiro, será que este tem hipótese de parar o processo ou isso só depende da entidade que está a assumir a acusação?
É que saber isto parece-me que faz toda a diferença para que aqui não se produzam comentários injustos e completamente desconhecedores da lei.
O crime é de natureza semi-pública, ie, depende de um acto (queixa), cfr. art. 184 Código Penal, porém incumbe ao MP deduzir acusação. É só esta que delimita o tema em discussão. Pode o assistente, o Senhor Presidente da Câmara, acompanhar a acusaçao deduzindo uma outra que seja por factos de igual significado (284 do Código de Processo Penal).
EliminarSendo iniciado o processo por queixa, poderá haver desistencia (art. 116 do Código Penal, e art. 51 do C.P.P.), com custas a cargo do assistente (no minimo 100 Euros).
Aqui, os juristas nao sao a favor ou contra.
O jurista olha é a interpretação dos factos (ocorrencias da vida real sem adjectivos) à uz de uma aplicação de uma norma que no caso tem natureza penal (em que se prevê pena de multa ou de prisao).
Respondi?
Mais ou menos. Apesar de não ser costume ter dificuldade na interpretação de textos não sei se percebi bem. Também, que raio, já se lembraram que estamos num blog generalista? Português do povo, meus senhores, por favor.
EliminarEntão, resumindo, o presidente da Câmara pode desistir do preço mas tem de pagar pelo menos 100 euros?
Hum, não me parece que pague. Por ele até acredito que as coisas já estivessem sanadas mas quem o rodeia nunca o deixaria. Já agora mais uma pergunta.
Ao que parece a acusação fala da figura do presidente de câmara e não em João Salgueiro, teoricamente, isso dificultará mais as coisas para o lado da Irene, não? Ou seja, não será propriamente uma ofensa à figura do Presidente da República mas em termos de Direito será mais grave que difamar uma pessoa particular?...
estams num país em ue se é tno de manhã e à tarde presidente....
EliminarDepois de observar os comentários de ilustres comentadores deste post, lembrei-me que escrevi aqui há dias um comentário sobre práticas educativas de alguns pais.
ResponderEliminarAcabei o comentário, dizendo que o meu camarada António Ferraria, apresentou para discussão da próxima Assembleia Municipal o assunto de salários em atraso em empresas do concelho de Porto de Mós.
Com as enormes qualidades aqui expressas sobre matérias criminais, honras, mentiras, arrependimentos, absolvições e perdões, digam-me por favor se é ou não roubo o não pagamento de salário a quem trabalha? E se é, se o mesmo é punido com crime de prisão e se o mesmo pode ser provado e é continuado porque razão não é considerado em flagrante delito? E já agora, pedia outra coisa de somenos importância -è assim tão importante para a vida dos portomosenses o inicio de um julgamento entre duas pessoas que por acaso até são empregadas, com um rendimento de trabalho acima da média nacional e que por acaso nem têm salários em atraso ?
Naturalmente respeito o criterio de prioridades e gostos dos comentadores por este post, mas olhem que duvido que isso possa ser interessante para qualquer trabalhador com salário minimo ou desempregado ou com atraso nos salários. É por estas doutas sabedorias que a justiça portuguesa apenas funciona na função teórica, julgando os ricos com todas as hipóteses de defesa para criminosos verdadeiros e ataques e ofensas sociais a quem morre de fome por não lhe pagarem o salário devido. E e se comer ou meter um chocolate no bolso num supermercado é ladrão, vem a policia, vai a tribunal de imediato e enxovalhado socialmente.
Sinceramente tenho pena destas misérias mentais em que Portugal mergulhou.
ó amigo, a vida nao é só ricos e pobres...
Eliminarnao é só moeda....
é deus, virtude, fidelidade, ...
é espirito...
e nao só matéria elevada à superestrutura historica...
e vc fala de coisas diferentes....estude...c o debido respeito.Se nao sabe durante estes anos, como sabrá nos proximos minutos?
Oh Ilicth, não sei se se envergonhou de se chamar "Vladimir Ilicth Lenine, com receio de que alguém o conotasse com o próprio Lenine. Sinceramente que o pensava mais erudito, pois a fórmula que utiliza da sua alta sabedoria para chamar ignorante a um comentador(mandando-o estudar) é de facto revelador da sua superestrutura mental de erudito intelectual. Nós, os incultos e pacóvios cá do sítio, utilizamos na realidade uma linguagem e uma escrita muito pouco erudita e cientifica. Falamos apenas para os nossos iguais, o que nos torna muitas vezes pouco ouvidos. É que não somos como os politicos do nosso País, os quais fazem discursos e promessas da melhor qualidade e quantidade, mas depois ninguém sabe dizer o que verdadeiramente eles dizem. É que muitos quando votam, fazem exatamente o mesmo que os politicos, Esperam que o seu voto sirva para viverem melhor, Porém, como não mudam de atitudes nem de escolhas politicas, esperam que aconteçam milagres. Eu que já sou ateu há muitos anos, não quero saber de Deus nenhum, nem de espirito, nem de santo, razão pela qual a matéria me diz tudo. A si, pelos vistos, são só as virtudes do sobrenatural que lhe dão vida. Mas olhe que conheço alguns casos em que se não houver matéria, morre-se, de fome e miséria . Boa noite,
EliminarDisse-me um Ps que o salgueiro quis tirar a queixa mediante um esclarecimento da irene mas o ministerio nao aceitou
EliminarEsta visto que quando o assunto e salgueiro o blogue volta a ganhar alguma vida, como ja disse este blogue so sobrevive graças ao salgueiro, façam o estudo como ja pedi
EliminarBom dia caro Rodrigo,
EliminarPenso que já lhe disse isto uma vez,mas não me importo de o repetir, a relevância de um blog não se "mede" ,só, pelo número de comentários, se for dar uma volta pelos blogues vai ver que muitos dos blogs que estão na primeira linha têm poucos comentários, o que não invalide que haja temas que despertem mais interaccção entre comentadores, como é este o caso ( com excelentes comentários).
Ainda há uns dias um amigo do "vila forte" me dizia que não era muito normal os blogues terem as estatisticas abertas como é o nosso caso e que ficava supreendido com os nossos números.
A motivação de comentar ou não é da inteira responsabilidade de quem nos lê, a nossa é de escrever, cada um de nós em nome individual, o que achamos pertinente e o que nos vai na alma.
Quanto à sua avaliação, respeito-a.
Quanto ao estudo, se é frequentador assíduo do vila forte ser-lhe-á fácil ver que há mais muito mais que Salgueiro e sua gestão camarária.
abraço
Rodrigo, vê mal.
ResponderEliminarEste blogue já teve debates em que o salgueiro nao é tema. As colaborações do Rafael, do anonimo.s, do ferreira pinto, do marco, dos editores sao fantásticas e ajudam a esclarecer. Este é um caso judicial mas que extravasou para a vila e mesmo assim os comentadores esclarecem. E esclarecem com saber. Isto é pois a demonstração da utilidade das coisas, e que neste país há gente esclarecida.
Uma nota, estou solidária com a Dra. Irene pela função exercida. Sei que é militante do PSD, e não vejo nenhuma solidariedade, o que nao significa apoio ao que escreveu nem o contrário.
E se a Irene for ilibada, como um certo passarinho já me confidenciou que será o provável desfecho, o que fará João Salgueiro, recorrerá? aceitará a decisão?
ResponderEliminarNós todos os mais ou menos literatos , já por uma ou outra vez fomos injustos com alguém, ou porque o conhecíamos mal e deixámo-nos levar pelas aparências ou então porque alguém em quem confiamos nos deu informações erradas, ou seja todos nós já poderíamos ter ido a tribunal, caso fosse-mos todos João Salgueiro ou Sócrates
E desta vez estou de acordo com o Sr. Carvalho, o que é de estranhar, é que se sabe que a CM é useira e vezeira em mandar fazer trabalhos a mais não previstos nas obras e depois deixar passar meses sem assinar autos para as empresas poderem facturar, quanto mais pagar. Isto sim é "crime" visto que muitas empresas têm na câmara um cliente importante e o medo de o perder faz com que não a accionem judicialmente. E as empresas vão definhando com dividas e ordenados em atraso.
Também é crime o facto do Senhor vereador da cultura nem carro próprio ter. É no carro da autarquia que faz toda a sua vidinha, pessoal e profissional.
Eliminar"confidenciou". Nesta terra pequena o confidenciar é "comentar", é publicitar...Isto já cheira a posta de pescada, a invençao..., ...o melhor seria fazerem apostas! Era mais transparente.O futuro? a deus pertence...
EliminarSerá que mais ninguem senão eu, ouviu dizer que o Salgueiro apenas avançou com a queixa porque a Irene, depois de de convidada a fazê-lo, não quis retratar-se publicamente?
ResponderEliminarEste blog já é desde o primeiro post anti Salgueiro, mas por favor, não queiram condenar o homem por têr razão.
As armas favoritas de Salgueiro, o boato e o contra boato, aparecem logo.
EliminarViperina: "não queiram condenar o homem por ter razão?" A simples leitura do post e dos comentarios bastam para se perceber que nao há condenação nenhuma do Senhor Presidente da Camara.
EliminarO que não se pode conceder é que o mesmo tenha dado azo a que fosse dito o que foi dito e depois "sentiu-se" (como se a interpretação de um afecto fosse algo de útil...) injuriado;
ora, tal nao é razoável de alguém que tem explicações a dar porque eleito; e, nao se chame de "mentirosa" quando o que se exigia era a sua propria explicação!
Queria enviar beijo de solidariedade à Irene Pereira.
ResponderEliminarA sentença do processo já foi lida e foi condenada.
Uma excelente oportunidade que o Senhor Presidente teve para calar os muitos que o acusam de arrogância ,prepotência, egocêntrismo, vaidade desmedida e pouco ou nenhum jogo de cintura politico.
a sentença nao transitou
EliminarUMA COISA E CERTA ELA NÃO RETIROU O QUE DISSE NEM SE RETRATOU, a justiça acho que funcionou. Ela mentiu.
Eliminar...vão recorrer, nao tenha certezas.
EliminarUm abraço de solidariedade !
Eliminar...exactamente pois é o que está na lei. Agora só o Tribunal da relaçao de Coimbra.
ResponderEliminarhttp://www.destak.pt/artigo/57467
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