O relógio não pára X
Quem não se lembra destas carrinhas Citroen Type H da biblioteca itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian?
A foto retrata o lançamento do projecto das Bibliotecas Itinerantes que corriam o país de lés-a-lés levando livros e hábitos de leitura onde elas mais faltavam, confirmando que a Fundação Calouste Gulbenkian fez mais pela cultura em Portugal que o próprio Ministério.
A carrinha que parava no Juncal pertencia à biblioteca da Batalha e parava mensalmente na Rua de S. Miguel. Lembro-me de aí ter requisitado e lido O Corsário Negro de Emilio Salgari.
Era..era. Cinzenta e parava diante da casa do Sr. (Coja) o Juncalense mais Republicano já falecido e que muito leu livros dessa Biblioteca.
ResponderEliminarA Gulbenkian fez muito mais que o fascismo salazarista pela alfabetização e a cultura. Estas bibliotecas nem sempre podiam chegar a bom porto. Algumas eram incendiadas , já que o saber era obra do chibo .
ResponderEliminarNão admira que na vespera da Revolução dos Cravos a taxa de analfabetismo fosse superior a 30 % . E já nem cito a taxa de mortalidade infantil.
São dados e factos contra os quais não há argumento.
Questionante é também pensar que Malraux, ministro da cultura no após guerra, tivesse dito que a França não precisava da Gulbenkian.
Creio que , ainda hoje, muitos Franceses não compreendem as palavras daquele que escreveu que o século XXI será religioso ( ou não será ).
Nuno
Não percebo ainda essa coisa do fascismo salazarista. É daqueles clichés fundados na pura ignorância sobre o fascismo e o salazarismo.
EliminarConhece o livro de Manuel Lucena?
No dia 24 de Abril de 1974 apareceu nas livrarias de Coimbra o quinto tomo ou dia do romance autobiográfico de Miguel Torga, "A Criação do Mundo" . Tomo que relata , entre outros aspectos, a perseguição de que era vítima o autor.Vítima da tristemente famosa PIDE. Escreve então , mais tarde o mesmo autor : "Desta vez a sorte foi-me favorável..."
EliminarPudera !
Torga foi prémio internacional de poesia em 1976 . E proposto a prémio Nobel . Mas desde há muito creio que a sociedade pt o esqueceu. Basta ver a dimensão da homenagem que lhe foi prestada, aquando a celebração do centenário do seu nascimento.
Uma pergunta : Quais obras de Torga circulavam nas bibliotecas da Gulbenkian ? E esta fundação fazia o que o fascismo lhe permitia. E bem haja esta que muito fez e, sobretudo, quem tinha coragem de ir nas carrinhas.
Não conheço , infelizmente, o autor que cita.
Mas está na moda apagar a história . Quantas ruas , avenidas e praças existem em Portugal com o nome Souza Mendes ?
Há também quem escreva que os campos da morte são uma iluminação de parolos.
Sim o Salazarismo foi fascismo senão nazismo. Que haja historiadores e historiadoras que queiram reconstruir ideologicamente a história é um facto discutível.
Como também é um facto indiscutível que o Salazarismo fez descer as bandeiras em sinal de luto , aquando da morte/ suicidio (?) de Hitler Foi o único país ; e que com a Suiça foi o único a enviar os pesames.
Existem certos historiadores que pensam que o salazarismo não foi fascsmo porque salazar foi anacronico.
Eu pergunto : A construção duma elite e povo analfabeto , policia politica , censura, a ideia dum sangue puro revelam do fascismo ou nazismo ?
Nuno
Também eu fui um leitor dos livros da Gulbenkian, requisitados, na mesma carrinha biblioteca nº1 sedeada na Batalha e que parava na Cruz da Légua, junto à paragem das carreiras.
ResponderEliminarComovi-me, no pasasdo mês de Junho, ao ver na Batalha uma dessas carrinhas, que esteve em exposição nesta vila - junto de outras belas e modernas viaturas bibliotecas - aquando da comemoração dos 50 anos da Biblioteca Itinerante nº 1, que teve lugar na Batalha, de 12 a 14 daquele mês.
Armindo Vieira