Os donos da rua

Nas cidades do futuro as ruas deixarão de ser públicas e como tal passarão a ser reguladas pelos seus donos. Andar de skate de patins, comer, filmar e tirar fotografias poderão actos proibidos e o mesmo se passa com pedir esmola, ser sem abrigo, distribuir propaganda política ou realizar manifestações políticas.


A obsessão pela segurança e pela privacidade justificará que estas áreas sejam patrulhadas por seguranças privados e não por agentes da autoridade.


Tal facto alterará a relação de cada cidadão com o espaço público e dessa forma com a sociedade.


 


Acontece que isto já é uma realidade em algumas zonas de Londres e de Liverpool. O empreendimento Stratford City, – um dos principais locais dos Jogos Olímpicos de 2012 – vai ser uma cidade privada dentro da cidade. Também o Liverpool One, que se estende por 34 ruas do centro de Liverpool, é, na prática, propriedade da Grosvenor, a sociedade imobiliária do Duque de Westminster, que alugou todo o espaço, incluindo ruas e locais públicos, à Câmara, por 250 anos.


 


Será isto o início de uma tendência?


 


 


Texto baseado num artigo da presseurop.eu, através da Courrier Internacional

Comentários

  1. É.
    É a noção que para melhor garantirmos a liberdade de cada um há que estruturar a base, a segurança.
    A segurança é o antiverso da desconfiança.
    Algo que é permanente no mundo de imagem, de frases noticiosas, de tgv´s da informação, sem reflexão, sem cuidado.

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