Alberto João Jardim é o responsável por este PEC!

Já aqui se falou do PEC e dos seus PEC(ADOS), vamos no entanto voltar ao tema.


 


É unânime que as medidas apontadas no Plano de Estabilidade e Crescimento são insuficientes para “darmos a volta” à nossa crise estrutural, que é muito anterior à crise actual. Como o Eduardo referiu, aposta num modelo económico esgotado, com uma taxa de crescimento do PIB baixa, que prevê atingir 1,7% em 2013, baseada essencialmente nas exportações.

 

Assim, este PEC serve essencialmente para responder às exigências da União Europeia e aos nossos credores internacionais, e tem que apresentar medidas, que permitam reduzir o défice de 9,3% em 2009, para 2,8% em 2013. De forma simples, a redução de 5,5%, será conseguida à custa da redução da Despesa, do aumento da Receita e pelo aumento do crescimento económico. A redução da Despesa, vai implicar congelamento dos salários da função pública e cortes na Segurança Social, o aumenta da Receita, essencialmente, com a eliminação de benefícios fiscais. Também pressupõe, como foi referido, crescimento económico que indirectamente também reduz o défice.

 

A União Europeia e os Mercados Internacionais, pouco interessados no nosso futuro de longo prazo, ficaram satisfeitos, cumprir o défice abaixo dos 3% em 2013 é a sua única preocupação.

 

O PEC para uns é insuficiente e para outros é excessivo, nomeadamente, nos cortes na Despesa social e no congelamento dos salários da função pública. Toda a esquerda (BE, CDU e grande parte do PS) é contra. Toda a direita (parte do PSD) também é contra. Parte do Governo também é contra, segundo a imprensa, até José Sócrates é contra.

 

É aqui que entra Alberto João Jardim, pelos vistos, depois de Sócrates ter cedido à lei das Finanças Regionais, após a tragédia da Madeira, contra a vontade de Teixeira dos Santos, foi agora a vez de Sócrates ter cedido a Teixeira dos Santos, sob a ameaça da sua demissão.

 

De alguma forma podemos agradecer a Jardim este PEC, se não fosse ele, o PEC seria diferente para pior!

Comentários

  1. Apesar de ter nascido em França, não vou nada à bola com eles, mas desta vez a análise está perfeita:

    http://www.liberation.fr/monde/0101625174-jose-s-crates-le-portugais-ensable

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  2. Afinal AJJ tem mais poder do que eu pensava e a "tempestade na Madeira já chegou ao Cont'nente".

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  3. Quando um PM recua perante o Min das Finanças quer dizer que é a política que recua perante a realidade. A fricção que terá existido entre os dois mostra a distância a que Sócrates vive da realidade.
    Este PEC nega as mais emblemáticas ideias chave que foram sufragadas, impostos, TGV, auto-estradas, benefícios fiscais, etc. Em linguagem corrente pode dizer-se que o PM bateu com a cabeça na parede, mas com ele bateram também milhões de portugueses que acreditaram nas sua mentiras.

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