Futebolês #19 Dia do Pai

                                                      


 


 


 


Quis o destino e o calendário que a vigésima edição do futebolês, que leva o número 19 porque a primeira foi a edição zero, calhasse ao dia 19. Que, sendo de Março, é o Dia do Pai.


Por isso hoje festejamos (tchim…tchim) a edição 20, um número redondo que, apesar de pequenino, não deixa de ser redondo, dos primeiros redondos a merecerem festejo. E o Dia do Pai, tão bem ontem aqui assinalado pela Telma num texto que bem merecia ter saído hoje, na vez deste. Mais uma das traições do calendário!


O futebol e a sua linguagem própria, que aqui trato há vinte semanas – a falta de tema vai puxar para cima esta comemoração, até porque a única coisa que tenho como certa é, para descanso de todos vós, que isto não vai chegar a mais nenhum número redondo, tipo 100 ou mesmo 50 – não têm muitas expressões ligadas ao pai. E não se percebe muito bem porquê! Na maioria das casas é o pai que vai à bola. É o pai que vê a bola na televisão e que se transforma no ditador que empurra a telenovela para a televisão da cozinha. É o pai que sonha que o seu pequeno se há-de vir a transformar num Cristiano Ronaldo, que corre com ele todas as escolas e escolinhas de futebol à espera que, enquanto lhe cobram a mensalidade, alguém lhe diga que o rapaz até tem algum jeito para aquilo. O pai que já não é o mesmo pai de há quarenta ou cinquenta anos, quando a bola se jogava na rua, entre vidros partidos e calças rotas, que se preocupava pouco ou nada com a habilidade do puto e muito ou tudo com as calças que se tinham rasgado, com os sapatos que não eram para estragar aos pontapés a uma bola, ou com o dinheiro do vidro que tinha de pagar ao vizinho. Outros tempos e, por que não, outros pais!


Apesar de todo este protagonismo do pai, a paternidade não é de facto exaltada no futebol. É-o muito mais a maternidade! Pelo menos as mães dos árbitros e dos jogadores adversários estão sempre a ser invocadas ao longo do jogo.


É certo que ouvimos muitos jogadores de futebol dizerem que o “Presidente foi para mim um pai”. Fora isso são raras as referências à figura do pai.


Se tivesse de escolher um pai no futebol não escolheria o Veloso. Escolheria o João (Vieira) Pinto: na esfera dos presidentes teve um pai em Valentim Loureiro, como se não cansou de repetir, e um padrasto em Vale e Azevedo e é, ele próprio, um verdadeiro patriarca. Pai muito novo e pai depois, mais velho, pai e avô aos trinta e poucos. Pelo meio pai de Jardel, um pai ausente como se sabe e com os resultados que se conhecem…


Os pais benfiquistas já tiveram ontem a sua prenda. E que prenda aquela rapaziada das camisolas encarnadas (ontem pretas) nos deu a todos nós: uma grande exibição e uma grande vitória ali nas barbas dos franceses, de mau perder como sempre… E apesar de um senhor esloveno que por lá andou de apito na mão que parecia filho de pai francês!


Já os pais sportinguistas terão que esperar pela prenda no dia de hoje porque de ontem não veio nenhuma. Andou por lá um rapaz, mais conhecido pelo sogro do que pelo pai, que achou que deveria vingar o tratamento que estavam a dar a um antigo filho…


Um feliz dia para todos, pais e filhos, de todas as cores!  


 

Comentários

  1. Conheço um que hoje está radiante com a prenda de ontem. Um quer dizer ... muitos, onde também me incluo.

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  2. Hoje o dia começou bem com beijos e abraços fortes dos meus dois filhos e na escola da mais nova com muitas surpresas para os pais.
    O tema era : Ser pai é a arte de....
    Foi um belo exercicio conjunto.
    Obrigado!

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  3. Também estou radiante. Comerei o meu bolo acompanhado de um belo champanhe da "Côte D´Azur"!...

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  4. Aos homossexuais pais:

    Primeiro: na Constituição é dito que se "dá a todos os cidadãos o direito de constituir família e de contrair casamento", mas também que "os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à manutenção e educação dos filhos". Conclui Freitas do Amaral: "Parece-me óbvio que o conceito de casamento que a Constituição tem aqui em vista não pode ser senão o heterossexual, porque se fosse também o homossexual os cônjuges não poderiam ter quaisquer deveres quanto aos filhos." Nem o argumento de que se pode estar a falar em filhos adoptados pode ser usado, já que, sublinha, de adopção só se fala num outro artigo da Constituição.

    O segundo argumento: a Declaração Universal dos Direitos do Homem diz que o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, o que, na opinião de Freitas do Amaral, significa "que se tem em vista o casamento entre um homem e uma mulher". Quando se fala de família, acrescenta o professor, daquela que é o elemento natural e fundamental da sociedade, daquela que tem direito à protecção da sociedade e do Estado, fala-se da que resulta de um casamento heterossexual, "na medida em que só faz sentido considerar a família como um elemento natural e fundamental da sociedade porque se está a pensar na propagação da espécie".

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  5. Aos pais devedores:

    Deixem-se de tretas, paguem a pensaozinha que acordaram, em vez de andarem bem montados para vergonha de vossos filhos.

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  6. ...para lembrar...algo de útil!

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    Respostas
    1. A senhora Drª que vem para aqui todos dias como a senhora da verdae,em todos os temas, fica-lhe mal essa parcialidade neste. E as Mães que não nos deixam ver os filhos, que tipo de comentário lhe merece?
      Será que hoje, ao menos hoje,podemos ver os nossos filhos?

      http://www.paisparasempre.eu/

      Obrigado pela oportunidade.Bem hajam.
      Viva o dia do Pai.

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    2. -tem razão, anónimo.
      -venho tantas vezes como vc vem para dar por ela!
      -não tenho verdades. Interpreta mal, mas isso é um problema de capacidade...face à firmeza. Tenha firmeza, percebe...; para tê-la é preciso ideias...e ideias nascem c substancia.
      -tem razão na substancia, nao esperou mas aqui vai:

      --de facto, dia do Pai é também dedicado às mãezinhas poedeiras, rancorosas, ou frustradas que nao deixam os filhos verem o pai. Armam trinta por uma linha...para nada! A nao ser impôr um defice de conhecimento ao filho que puseram no mundo!

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  7. Aos pais que batem nas mães:

    Deeixemo-nos de lamechices.
    Eles existem.
    São pais.
    Muitos querem sê-lo. Por incapacidade ou nao. Batem.
    Os filhos percebem!

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