Que parque escolar?
Há pouco mais de mês e meio escrevi para ao Jornal de Leiria este texto ( Fevereiro de 2010) sobre a Parque Escolar. Continua actual e pertinente.
" Já não é possível ignorar as decisões arbitrárias e aleatórias da empresa pública Parque Escolar (EPE) herança deixada por Maria de Lurdes Rodrigues sem prazo para a sua extinção.
Várias opiniões a favor e contra conduzem-nos a uma mesma conclusão: a falta de transparência nas decisões . Outra fragilidade prende-se claramente com a forma como foi criada “ A Parque Escolar tem por objecto o planeamento, gestão, desenvolvimento e execução do programa de modernização da rede pública de escolas secundárias e outras afectas ao Ministério da Educação, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2007, de 3 de Janeiro. “ Quem mais pressionar e mais perto estiver do poder mais facilmente será servido.
O testemunho do Arquitecto Mota Saraiva confirma as minha suspeitas:”… os piores receios confirmaram-se. Três anos de acção da Parque Escolar revelam como se pode transformar um programa de requalificação escolar num obscuro processo de utilização de dinheiros públicos” A realidade que conhecemos localmente dão-lhe inteira razão. Parabéns ao Município da Batalha , à direcção da sua escola secundária e à Câmara que não se alheou da necessidade da requalificação das suas escolas , mesmo não sendo da sua competência no que toca às escolas secundárias e outras . Poucos quilómetros separam estas escolas de outras no Município de Porto de Mós; parece contudo que há um oceano de diferenças e de razões por explicar. Em primeiro lugar o estado de degradação dos edifícios não são comparáveis: uma delas, nomeadamente, a escola secundária contém amianto nos pilares exteriores; a EB2 está em estado acelerado de degradação colocando mesmo problemas de segurança a quem ali trabalha. Como explicar a prioridade nas escolhas feitas?
Para além destes critérios pouco consistentes ainda temos conhecimento de episódios em escolas já intervencionadas onde as salas construídas não estão de acordo com as finalidades da “coisa” ou seja: ensinar e aprender. Segundo Santana Castilho há “ soluções arquitectónicas questionáveis e escolhas de matérias que coabitam mal com o património edificado” . O que pensará a nova Ministra da Educação disto tudo? Continuará a sorrir para os problemas? Depois da maratona com os Sindicatos , não houve ainda a mínima alteração ao estatuto do aluno, às metas de aprendizagem , à avaliação de professores … nada! Apenas a promessa de que em Abril haverá novidades. Será que ainda estará em funções neste Governo liderado por José Sócrates? Continuará esta Empresa Parque Escolar a existir sem qualquer beliscadura , contratando “por ajuste directo e admitindo procedimentos de concurso de prestação de serviços realizável em 24 horas? “
Quando regressaremos à normalidade ?"
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