Dia Mundial da Saúde
| Dia Mundial da Saúde 7 de Abril de 2010 |
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Assinala-se hoje a constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Nesta ocasião é escolhido anualmente um tema de importância relevante para reflexão de todos.
O tema escolhido para O Dia Mundial da Saúde de 2010 é “Urbanismo e Saúde”, tendo associada a campanha “1.000 cidades, 1.000 vidas”.
De 7 a 11 de Abril este tema será comemorado em todo o mundo com a realização de actividades em parques públicos, campanhas de limpeza e interdição de áreas urbanas ao trânsito de veículos motorizados. Estas iniciativas abrangerão 1.000 cidades espalhadas por todo o mundo. Por outro lado, a acção pretende reunir os relatos de 1.000 cidadãos que de algum modo tenham influenciado, com as suas iniciativas, a saúde das suas cidades.
Este é um tema que considero muito importante, sobretudo pelo aumento substancial da concentração de populações com reduzida qualidade de vida, associadas à migração para os Centros Urbanos de populações pobres, desempregadas, com ausência de cuidados básicos de saúde e consequente aumento e propagação de doenças transmissíveis, aumento da violência e de práticas anti-sociais.
Neste dia a OMS vai reflectir sobre uma problemática que ganhou contornos dramaticamente incontroláveis em muitos dos maiores centros urbanos do mundo.
E por cá? Como está a saúde no "mundo rural", ou se quisermos, na Província?
Ao contrário de outros sou dos que reconhece que nos últimos 30 anos houve uma enorme e positiva evolução com a construção do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Infelizmente sou utilizador frequente dos Hospitais "Públicos". E no que a mim e aos meus diz respeito sou obrigado a reconhecer um enorme valor aos profissionais que garantem a assistência e cuidados 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano.
Há alguns anos atrás ouvia dizer que o Hospital era local onde se saía pior que se entrava; que a saúde em Portugal era para ricos, porque só os hospitais privados poderiam prestar cuidados de qualidade e esses não estão acessíveis a qualquer bolsa…
Durante alguns anos constatei que a boa vontade dos Profissionais não era suficiente (fui Bombeiro nos anos 80) e nessa altura até os meios de diagnóstico do SNS eram incomparavelmente mais rudimentares que os dos Hospitais e Clínicas privadas.
Hoje não é assim! É o SNS que proporciona aos utentes os meios de diagnóstico mais modernos e tem evoluído para um serviço humanizado e em muitos casos com a qualidade certificada, como é o caso do serviço de Pediatria do Hospital de Santo André (HSA) em Leiria.
No entanto também ao nível da saúde o País anda a velocidades bem diferentes.
Porque a realidade que constatamos, com a sistemática redução da “oferta” dos serviços de saúde, o encerramento dos serviços de atendimento permanente em zonas de reduzida densidade populacional e em muitos casos o encerramento do próprio serviço, promovendo a sua deslocalização para centros urbanos de maior dimensão, é sem dúvida o afastamento do SNS das populações mais desprotegidas. Ou seja também aqui existe uma inevitável visão economicista da “oferta”, uma vez que, até de acordo com afirmações de responsáveis, a procura reduzida dos serviços (leia-se reduzida população) deve tendencialmente levar ao seu encerramento!
Deverá ser assim? Sobretudo quando não estão garantidas as condições mínimas de transporte?
É o que acontece nas zonas rurais onde a interioridade se acentua e o acesso aos cuidados de saúde se restringe ao "Centro de Saúde". A falta de Profissionais, o envelhecimento das populações e a consequente aumento da procura dos serviços transforma estas unidades em verdadeiros amontoados de pessoas em condições de saúde miseráveis e muitas vezes arrasadas pela infinidade do tempo de espera.
Pena que o SNS ainda não tenha reconhecido este problema das populações de zonas "deprimidas"e continue a insistir com tentativas de reformas, que na prática têm constituído prejuizo para os utentes.
Hoje neste dia Mundial da saúde a reflexão não está centrada nestes casos. No entanto sem uma preocupação conveniente e uma intervenção eficaz nunca será possível dizer que está garantido o melhor acesso aos cuidados de saúde, que temos uma medicina de excelência, uma assistência em ambientes mais humanizados, um serviço de saúde acolhedor e mais seguro para os utentes e profissionais de saúde.
Mas se queremos cada vez mais uma “saúde igual para todos”, então que o seja, mas para lá das palavras, com actos, porque Portugal é só um e Portugueses somos todos!
Gostava de ter tido tempo para desenvolver o que se está a passar com a Saúde Pública em Porto de Mós, mas deixo apenas algumas nota sobre o Juncal.
ResponderEliminarNo anterior mandato autárquico o tema Centro de Saúde não constava do programa do PS. Apesar disso a Junta de Freguesia, recorrendo apenas à força da palavra, forçou que este assunto entrasse na agenda da Câmara.
Quem acompanhou está recordado da Conferência de Imprensa onde se assistiram a ataques puramente pessoais, de uma visita do Presidente da Câmara a uma Assembleia de Freguesia, entre outros pequenos episódios.
No entanto, e como era nosso propósito, quanto mais ruído havia sobre o assunto, menos espaço de manobra sobrava para decide. E assim no final do mandato em período de pré-campanha, lá surgiu uma ideia para a localização oriunda da sociedade civil, e lá se descobriram uns fundos e uns apoios, que de cada vez que são falados têm uma explicação diferente, mas que não me interessem conhecer em detalhe.
Chegamos à campanha eleitoral com a obra iniciada, e como sendo mais um grande investimento da Câmara na Freguesia.
A obra está quase pronta e os auto-elogios serão muitos.
Da minha parte fico satisfeito pelo sucesso das medidas que tomamos, e lembramos que valeu a pena toda a discussão que geramos e até a pressão política que nos tentaram colocar.
É claramente um caso em que a oposição marca a agenda, põe o poder a trabalhar e afasta-se sem se preocupar com os louros.
A obra fica. Não é a ideal e o óptimo é inimigo do bom. Mas mais tarde falarei disso.
A sua acção foi apenas de comunicados caluniosos como vem sendo hábito destes editores por sua vez este executivo está a levar a cabo uma excelente obra em prol da qualidade de vida da nossa população do juncal com a execução de um posto de saúde de excelência... uns falam outros contribuem com empenho e trabalho para uma melhoria do bem estar das pessoas...
EliminarNão sou advogado do Paulo Sousa,mas como fala dos editores,no plural, convidava-o a ser mais comedido nas palavras e nos demonstrasse onde é que nós, nestes quase 4 anos caluniámos seja quem for.Sermos firmes e duros nas criticas ao executivo ou à oposição não faz de nós caluniadores.
EliminarEu na parte que me toca não coloco em causa que este executivo, e o anterior, não estejam a fazer o seu melhor em prol da população, mas vai ter respeitar a minha opinião: o vosso melhor não chega,mas tenho pena que não a oposição não tenha conseguido demonstrá-lo e assim ter os devidos créditos,votos, nas urnas.
Por aqui continuaremos a ser exigentes e vamos colocar em causa o que nos parece menos bem e onde há imensas oportunidades de melhoria, são as nossas opiniões que podem, devem, ser rebatidas.Sair do "quadrado" é um exercicio que não é fácil,mas se aceitarmos outras visões pode ser que consigamos melhorar o nosso dia a dia e o dos outros.Daí a ser intitulados de caluniadores,vai uma distância ENORME.
abraço e continuação de bom trabalho,se possivel melhor do que até aqui
O que fica para a história são os resultados e por isso sinto-me satisfeito com as atitudes tomadas.
EliminarComo disse, na inauguração os autoelogios não faltarão, mas no fundo vão saber que simplesmente dançaram a toque da nossa música.
As calúnias poderão dar origem a um processo judicial e por isso só estranho a demora.
Jorge
ResponderEliminarComo sabes sou cliente assíduo do Hospital Santo André, ao longo destes anos em que tenho que ser encaminhado para aquela unidade Hospitalar noto que a qualidade dos serviços tem melhorado, os profissionais, médicos e enfermeiras /os têm evoluído bastante tanto a nível de atendimento humano como profissional . Temos felizmente em algumas especialidades dos melhores a nível Mundial posso dar-te um exemplo, o cardiologia que me acompanha escreveu um livro sobre Electrocardiográfica clínica que está a ser leccionado no MIT ,desenvolveu o pace maker digital , como ele há mais e estes profissionais ser motivo de honra para a medicina Nacional .Voltando ao tema para os pacientes das zonas rurais terem o Centro de Saúde junto a si também é importante, não só para o atendimento mas para a própria tranquilidade das pessoas terem a certeza de que numa emergência têm a onde ir. Vimos por vezes serem quase sempre os mesmos pacientes na sala de espera uns por nada mas outros têm mesmo necessidade dos serviços. Na minha modesta opinião o que está errado é o planeamento e organização no terreno do SNS. Ouvi que a cidade de Tui ia abrir outro Centro de Saúde para poder dar resposta ao pacientes de Portugal, como é que isto se compreende num lado fecha-se, do outro lado abrem-se novos , algo está mal.