"És um totó!"
Era este o "título" que se dava a aqueles que na escola, tinham pena dos putos e das garotas da primária, na Fonte do Oleiro. Por muito que quisessemos, eu e o meu irmão nunca nos sentimos integrados naquela cultura do "quanto mais macho" melhor. Nós sempre nos viramos mais para a Vila, a nossa mãe e os primos maternos eram mais "cool", os amigos das Eiras da Lagoa e Bairro S. Miguel eram a referência, assim como alguns da Vila....
Foi assim durante anos, ainda que sempre fieis aos vizinhos, Óscar, Paulo "Cigano", Nuno Afonso, "Zé d'Avó" e Nuno Monteiro, que eram os nossos "Guarda Costas". No entanto, tudo começou a mudar no ciclo, onde a escolaridade obrigatória determinava a conclusão do 6º ano! A maioria dos nossos "body guards" ficaram por ali, enquanto os filhos do "Espalha" e de mais uns poucos teimaram em seguir a escola. Aí começaram, então, as diferenças.
Felizmente sempre soubemos escolher os amigos, muitos deles da Serra, do Andam, do Alqueidão que, como nós, fugiam à lei normal da vida, depois do 6º ano, trabalho todos os dias da semana...
Fiz amigos para a vida, muitos deles seguiram os estudos como nós, outros nem por isso, mas a cumplicidade ficou, mesmo passadas estas dezenas de anos.
Este fim de semana tive a prova que valeu a pena Amar a minha terra, o meu Concelho e manter as amizades. Se no Sábado tive uma amena conversa com amigos de infância e juventude sobre a ADP, Bombeiros e demais instituições concelhias, mais fiquei emocionado por ter encontrado um amigo da secundária, em Coimbra, Professor Universitário, empresário de sucesso e que em longos minutos de conversa fomos falando do Concelho que amamos e que nos faz sempre dizer Porto de Mós é,também, nosso!
É bom ouvir, "Pateco, tu no blog podes ser politicamente tendencioso, mas ninguém pode dizer que não gostas de Porto de Mós!"
Esta é a nossa terra!
Olha o Pateco ou o Pedro Espalha, a esses teus guarda costas poderias juntar, não diria guarda costas mas os amigos inseparáveis pelo menos no periodo de aulas (primária) o Vasco (maneco) e o Zé Manel, lembras-te dele? e mais uns quantos. É bom recordar os amigos e as histórias com eles vividas.
ResponderEliminarOlá meu caro João Paulo,
EliminarClaro que me lembro do Zé Manel, dos que referes e de outros que se sempre que os encontro fazemos questão de conversar um pouco sobre os nossos dias de quando eramos garotos.
Desses todos há um que realmente me marcou muito, foi o teu primo Vasco, ao ponto de ainda hoje saber o nome completo dele e do dia do seu aniversário, é o único desse tempo que sei.Tenho saudades desse sacana e tenho pena que a vida nos tenha separado, chegando ao ponto de se passarem anos sem o ver. Dá-lhe um abraço por mim.Obrigado.
Quando estiver com será entregue esse teu abraço, eram mesmo inseparáveis, até queriam partilhar as mesmas coisas, eheheheh. Um Abraço
ResponderEliminarÉ engraçado recordar e pensar nessas coisas...
ResponderEliminarJá foi no século passado...
Nesse tempo eu não conhecia ninguém da Fonte do Oleiro e embora em S.Jorge não me chamassem totó, o sentimento era + - o mesmo!
....a inocência...
Nos dias de hoje , os nossos amigos não são os do "café da terra". Temos uma rede de contactos por todo o lado e entre eles temos amigos verdadeiros que não nos estão próximos !
Da mesma forma podemos ser "amigos verdadeiros" de Porto de Mós sem ter que lá estar!
Abraço!