Tributo social

Da ideia de Pedro Passos Coelho, salta a reacção da esquerda Portuguesa de que desta forma estamos a criar um escalão de pessoas que vão ser exploradas porque, se há trabalho social para fazerem, então devem é ser integradaos nas estruturas (leia-se contrato trabalho sem termo) onde vão prestar o trabalho social.


Eu sou dos que tem a mesma opinião do meu amigo e Deputado Emídio Guereriro:


 


"Numa Democracia como a nossa, os apoios sociais que o Estado dá a quem necessita são uma função essencial. A justiça social é ajudar quem precisa. Podemos discutir modelos e modalidades de apoio social, mas nunca ouvi um dirigente político afirmar que o Estado não deve apoiar os mais desfavorecidos. E ainda bem, pois todos queremos uma sociedade mais equilibrada, mais justa e sem pobreza.
A solidariedade e a justiça social são fundamentais para ajudar as famílias e os cidadãos que, por qualquer razão, ficam desprotegidos. Aqueles que perderam o emprego, aqueles que não o conseguem, não podem ser excluídos. A riqueza gerada por todos também deve ser utilizada para dar resposta a estas situações, evitando ao máximo o aparecimento do fenómeno da exclusão social.
Hoje, fruto da crise económica, assistimos a muitos dramas familiares. A classe média portuguesa é das mais sobrecarregadas fiscalmente em toda a Europa (cerca de 38% do rendimento) e existem cada vez mais os “novos pobres”, que mais não são do que famílias com trabalho, mas cujo rendimentos não chegam para pagar as facturas do fim do mês. E fruto da crise, assistimos (e bem) à proliferação de apoios sociais a agregados familiares que perderam os seus rendimentos.
A solidariedade que o Estado dá (e bem) a quem precisa, pode, e deve, ter um retorno. Os apoios sociais não podem contribuir para a quebra da auto-estima de quem passa pelo drama do desemprego. Não pode, nem deve, contribuir para o baixar de braços, para o acomodar com a situação. Os apoios sociais devem ajudar a combater a emergência, mas não podem conduzir a uma situação de dependência das pessoas. As pessoas têm de ser úteis à sociedade. Por isso entendo bem e defendo a proposta de Passos Coelho da criação de um Tributo Social. Não se trata de retirar ou diminuir apoios a quem precisa. Trata-se, sim, de criar condições para que esses beneficiários da nossa solidariedade tenham a oportunidade de devolver essa solidariedade com trabalho social. É uma forma de manter as pessoas activas, com sentimento de utilidade para com a comunidade, reforçando a sua auto-estima. Não queremos que as pessoas se institucionalizem no desemprego. Queremos ajudar a resolver o problema, ajudar a reagir e aproveitar as imensas capacidades que essas pessoas têm para poderem ajudar a sociedade em muitas áreas. Dar e receber, é disso que se trata.
Este é um caminho diferente e inovador, sobretudo mais justo, do que aquele que temos percorrido até hoje."


Texto publicado na edição de 14 de Abril de 2010 no Diário de Coimbra

Comentários

  1. A ideia aparenta ser boa, mas tem de ser desenvolvida de forma a impedir que no futuro, na mão de outro governo, seja uma forma de criar mais funcionários públicos.

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  2. ...dezenas de palavras que nao atingem nada, nao movem nada.
    Repare-se na síntese:(comentarios entre parêntesis)

    A solidariedade que o Estado dá (e bem) a quem precisa, pode, e deve, ter um retorno (QUAL?) Os apoios sociais não podem contribuir para a quebra da auto-estima de quem passa pelo drama do desemprego (OBVIO, MAS O ESTADO NAO È CONSULTÓRIO de PSICOLOGIA APLICADA...). Não pode, nem deve, contribuir para o baixar de braços, para o acomodar com a situação (EMOTIONS...uau...i like this...). Os apoios sociais devem ajudar a combater a emergência (QUANDO A COISA SE LEVANTAVA...eis emergência...), mas não podem conduzir a uma situação de dependência das pessoas (Só EINSTEIN poderia dizer algo ASSIM...deve ser plágio). As pessoas têm de ser úteis à sociedade (CLARO...veja-se EVA no PARAÍSO...ou o HOMO DE NEENDERTHAAL na caça, ou MOISÉS NO EGIPTO, só neste século 7 milhoees vao às urnas preocupados ...). Por isso entendo bem e defendo a proposta de Passos Coelho da criação de um Tributo Social (UFA...ESTAVA A VER QUE NAO IA PERCEBER O TEXTO...taxa TOBIN patriota...) Não se trata de retirar ou diminuir apoios a quem precisa (ENTAO; O QUE SERÁ?!!). Trata-se, sim, de criar condições para que esses beneficiários da nossa solidariedade tenham a oportunidade de devolver essa solidariedade com trabalho social (a UTILIZAÇÂO DE DOIS CONCEITOS ABSTRACTOS NA MESMA PROPOSIÇÃO é ...abstracto! Trocou-me os olhos...acho bom, acho bem, acho giro, acho...).

    Ufa...

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