Turquia - União Europeia para quê?


                 Uma paisagem única no mundo, as " Chaminés de Fadas" criam uma atmosfera de encanto e de deslumbramento que ficarão na memória do visitante muito para além do tempo que ali permanecemos.


O Turismo  na Turquia  significa criação de produtos ( pacotes) prontos serem consumidos  consoante a bolsa   de cada um. Uma verdadeira indústria que gera  postos de trabalho, emprego e riqueza para um país que  viveu dias de angústia com uma quebra de 100% após o acto de terrorismo das Twin Towers nos Estados Unidos. Ao fim de 50 anos de sucessivos adiamentos da entrada da Turquia na União Europeia, chegará a hora em que será vez da Turquia dizer "Não Obrigada". Os laços privilegiados que têm com a Arménia, Azerbaijão, e outros países terminados em -jão  ( hoje estados   independentes) poderão criar entre eles  uma verdadeira União de Estados  da Anatólia. A Europa teme este país com um potencial enorme em termos económicos, 70 milhões de almas onde 65% são jovens  escolarizados  que preenchem , por um prato de cuscus , todos os lugares disponíveis em todas as áreas desde o comércio à indústria e ao artesanato. Muitas mulheres disseram adeus ao véu e ao lenço, mas não deixaram de se virar para Meca. Muçulmanos Sunitas ( 99,8%) diria que o facto de não terem um líder espiritual como os Iranianos ( Komeni), deixou-lhes espaço para abraçarem outros caminhos e outras formas de organizar o Estado. Sorte a deles, (digo eu)


 O berço da civilização Ocidental merece este respeito não só pelo que  fizeram no passado o que fazem  actualmente como também pelo que poderão fazer no futuro. 


A acompanhar  com atenção este dossier ( A Turquia) na União Europeia, alegadmente o "clube dos Cristãos". 


 


Já temos um blog sobre a viagem .Está fixe!!

Comentários

  1. Bem regressada seja.
    Quero saber tudo sobre esse País que quero visitar: Capadócia,Antalya, Ankara,Istambul,....
    bj

    ResponderEliminar
  2. Istambul é uma cidade fantástica cheia de história e a Turquia é também uma potência regional de relevo.
    A sua possível entrada na UE tem feito correr muita tinta. Podem apontar-se algumas efectivas vantagens, nomeadamente porque dessa forma se dava força a uma Turquia laica e ocidental e também se poderia atrair uma parte da população turca que no cenário da não adesão virará definitivamente as costas à Europa e a tudo o que representa. Também a sua elevada percentagem de população jovem seria interessante para refrescar as estatísticas etárias da UE.
    No entanto a sua adesão não deve ser feita a qualquer preço.
    Quando toda a Europa se indigna com o resultado do referendo suíço sobre as mesquitas, ignora certamente a questão do Seminário Halky (cristão) que foi encerrado por motivos que aparentam ser exclusivamente religiosos e que apesar de apelos internacionais para que seja reaberto, incluindo dos EUA, os partidos nacionalistas e islâmicos insistem para que isso não aconteça.
    Existe também a questão do Chipre. Não faz sentido a Turquia entrar na UE mantendo o estado de alerta permanente, com um enorme aparato militar junto de uma fronteira encerrada há décadas, com um Estado Membro da UE de pleno direito.
    A questão curda é também uma pedra no sapato da Turquia. Os curdos constituem uma nação sem pátria e são perseguidos especialmente na Turquia e no Iraque. O líder do PKK, partido independentista Curdo, está preso por motivos políticos há bastantes anos, o que não é aceitável que isto aconteça dentro da UE.
    Se a Turquia quer pertencer ao clube europeu, será bem vinda, mas terá de fazer por isso e ainda tem um caminho a percorrer.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Paulo
      A tendência será a do progressivo desinteresse em pertencer á UE.
      É sintomático que tenha sido criada a organização económica do Mar Negro,onde a Turquia é o 2º membro mais poderoso, militar e económico, atras da Russia.
      Mas a Turquia tem na sua história todo o movimento populacional que vindo do Oriente, em várias etnias, mas todas de origem otomana,que se instalou em toda aquela região.
      Toda a região nos ultimos 300 anos girou em torno do império russo e império turco.
      Olhando só o seculo XX, até ao fim da 1ª guerra mundial,o império otomano era a potência dominante,e em 1923, é a criação da Republica Turca e vimos o avanço da União Soviética, a predominancia desta, que durou até 1990.
      Hoje temos um conjunto de republicas, para quem a Turquia vende imenso e compra gaz natural.
      A Turquia tem sido o parceiro priveligiado da Georgia,Arménia,Azerbeijão, Cazaquistão, para a modernização destes.
      Por sua vez, com os outros vizinhos, mantém relações tensas -Irão e Iraque, bem como com os árabes.
      É notoria a influência alemã dominante.poucos falam inglês, muitos falam alemão.
      Neste mosaico nota-se claramente o desejo do seu próprio protagonismo, sempre vigiado pelo grande vizinho russo, mas com uma relação próxima aos Estados Unidos, não muito interessados numa Turquia na UE, mas sim na NATO.
      Uma Turquia que espanta.
      Veja-se que mantem um contrato com Angola para fornecimento de diamantes,sem passar pelo filtro holandês, caso único no planeta, e que faz com que sejam a 2ª potencia no negócio das joias.
      Uma Turquia que é a 17ª economia do mundo.
      Que responde ao problema curdo de forma singular.
      o problema não é dos curdos que vivem numa democracia, como é a Turquia.
      O problema são os curdos que vivem em países de ditadura-Iraque e Siria.
      Na Turquia, dizem, os curdos têm autonomia e podem votar.O território não é problema.O problema é a ausencia de democracia nos outros, que impede o diálogo. Inteligente.
      Para Chipre a sua análise é também interessante.
      40% da população da ilha é turca.
      Assim , reclamam a partilha de poder, por equilibrio, defendendo que, se o 1º ministro é grego, o vice-primeiro-ministro deve ser turco, mas que os gregos rejeitam tal proposta.
      Mas o mais importante é de facto a separação do Estado com a religião.
      Até quando?
      Se a UE e os EU não conseguirem manter um estatuto especial á Turquia, não saberemos até quando os seus inimigos ancestrais-os arabes- através do fundamentalismo islãmico, ganham este conflito entre campanários e minaretes.
      O facto é que a Turquia foi um berço dos primitivos cristãos e muito da igreja ortodoxa, mas que hoje só com lupa se vê uma igreja aberta ao culto cristão.
      Vi-a em Kónia, antiga capital do império turco na sua fase seljúcida, ou seja, antes dos otomanos,sec.IX , os actuais turcos.
      Uma cultura interessante, miscelânea de civilizações, de que somos herdeiros.


      Eliminar
    2. A questão cipriota reveste-se de particularidades interessantes.
      A população da República Turca do Norte do Chipre, país reconhecido apenas pela Turquia e cujo território foi ocupado militarmente nos anos 70, manifestou em referendo, não há muitos anos, a sua vontade em não se integrar na República do Chipre. Apesar disso todo o território foi integrado na UE, sendo que todos os direitos inerentes à cidadania europeia estão suspensos para os cipriotas turcos. Se, no entanto, solicitarem a sua cidadania cipriota da República do Chipre já poderão ser cidadãos europeus de pleno direito.
      A relação entre as duas comunidades é enorme e resulta dos confrontos militares mais e menos longínquos no tempo mas também diferenças culturais e religiosas.
      Existem ódios ancestrais também entre a Grécia e Turquia que não estão desligados deste conflito.
      Lembro-me de numa conversa em Salónica dizer que dali seguiria para Istambul, e ter sido veementemente corrigido... não é Istambul é Constantinopolus.

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Gandembel

Foi um prazer estar convosco neste esplanada