Abraço póstumo
Ontem, fui acordado por uma chamada telefónica. Era o António e deu-me uma notícia terrível.
Um amigo comum morreu. Suicidou-se.
Como quem é acordado com um balde de água gelada sobre a cabeça, fiquei atordoado.
Estivemos todos juntos no Domingo passado no Tokandar no Juncal, estava tudo aparentemente normal, ninguém notou nada de estranho…
Trinta anos, praticante de desporto, amante da montanha e de desafios arrojados...
Perante uma notícia destas ficamos sempre sem saber o que pensar.
Qual o motivo, ou motivos, leva alguém a um acto destes?
Poderia eu ter feito alguma coisa para o evitar?
E o que é que adianta pensar agora nisso?
Nenhum dos teus amigos concordaria com a tua escolha, mas mesmo discordando, na qualidade de amigos, temos de a respeitar.
Ficam as memórias das incursões na Serra da Estrela, Gredos, Pirinéus, das manhãs e tardes a trepar paredes em Alvados e no Reguengo e também das meias maratonas que palmilhamos juntos.
Obrigado pelos bons momentos que partilhamos.
Até sempre.
Falta saber a quem se refere este triste episódio da vida.Por mais que se leia nada se consegue descrotinar quem..
ResponderEliminaros meus sentimentos pelo teu amigo.
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