Desculpem lá...não peço desculpa!

Na entrevista que ontem a RTP1 proporcionou ao Primeiro Ministro de Portugal, ficou uma vez mais evidente que os entrevistadores não tiveram grande trabalho.


As respostas estavam preparadas, independentemente das perguntas e foi assim até ao fim.


Ficou também claro que o Primeiro Ministro reconhece que nestes últimos tempos o mundo mudou, mas o seu discurso continua a não mudar.


Afinal a crise que vivemos não decorre apenas daquilo que aconteceu nas últimas semanas. Há mais de um ano que ouvimos ilustres economistas deste país, lançar alertas sobre o mau caminho que o Governo estava a seguir; que não era possivel o equilibrio das finanças Públicas sem "cortar" do lado da despesa e sem aumentar os Impostos. Mas infelizmente o Primeiro Ministro não reconhece que o problema está no erro das suas Politicas dos últimos 6 anos e vê "apenas" no ataque ao Euro a razão desta crise.


Aliás promete mais despesa para daqui a alguns meses. Promete levar por diante as obras faraónicas que tem vindo a anunciar, promete, promete...


Nesta entrevista pudemos observar um Primeiro Ministro igual a si próprio, que ousou pedir um esforço aos Portugueses, quando sabe que o esforço será de grande dimensão; que disse ter feito tudo para não aumentar os impostos, mas que uma vez mais sustentou no aumento dos impostos a solução para reduzir o défice.


Todos sabemos que não é fácil ser Primeiro Ministro numa conjuntura como a actual.


Mas percebe-se que, mais esforço, menos esforço, mais desempregado menos desempregado, mais mês menos mês o País há-de ultrapassar a crise e melhores dias virão.


Vem aí o Verão, as Férias, as Festas, o Mundial e o Benfica foi Campeão.


Afinal estamos em Portugal!


 


 

Comentários

  1. Discordo de "o erro das suas politicas dos últimos 6 anos". Vejamos:
    Positivamente Sócrates diminuiu o défice criado pelos Governos GUTERRES/ DURAO BARROSO. Positivamente, investiu nas energias renováveis. Positivamente informatizou áreas relevantes como Finanças e Justiça.
    Negativamente: afrontou de forma errada não percebendo o conteúdo de certas profissões qual seja ligadas à Justiça, e ao Ensino.

    Foco constantemente este assunto. Verdade e clareza, a politica como megarrelação humana não está de fora.

    O erro do nosso Primeiro Ministro é o assumir um continuum optinista irreal desde há um ano.

    Ferreira Leite, Rangel, Medina Carreira tinham sido claros.
    Pelo menos, face à clareza, haveria necessidade de duas coisas: contra-argumentação clara ou assumir. Não houve contra-argumentação clara nem assunção.

    O PM recebe a censura 4 em 4 anos, nao tem de pedir desculpa.
    Desculpa têm de pedir alguns portugueses em confiar nos partidos dos interesses (o centro nebuloso, em que nada causa...nada)

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  2. Esta crise nada tejma ver com outras.
    Ela é de carácter mundial muito centralizada na aposta da desvalorização do euro em relação ao dólar com contornosde atingir a U.E.
    Não vai ser uma crise que o Verão ou a Selecção vá fazer esquecer e o Jorge sabe bem disso.
    As consequencias desta situaçao são imponderáveis , não se sabe quando irá´parar mas em 2011 não é de certeza.
    O P.M. apresenta um aspecto cansado, para não dizer desesperado, apesar do optimismo que quer incutir nas suas palavras. O P.P.C,muito bem a meu ver, não quer ser Governo, mas porque sabe a dimensão da crise também não quer ter em consciência o facto de não contribuir para a tentativa de resolução ou da minimização do problema.
    È Bruxelas que manda agora, aqui como na Grécia e irá mandar em outros países
    Depois será o FMI..
    Em Democracia é impossível cumprir o que foi imposto á Grécia e a Grécia não irá cumprir.
    O sistema financeiro de Bruxelas irá inevitavelmente destruir as democracias na Europa, mas poderá arrastar consigo a queda do próprio modelo de U.E.

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  3. Ora bem ...

    Assumo sem qualquer tipo de complexo que tenho algumas dificuldades em perceber todo este espectáculo politico:

    - Ele é crise mundial;
    - Ele é ataque ao euro;
    - Ele é crise na Grécia;
    - Ele é mudança radical do contexto económico europeu;
    - Ele é isto e aquilo;

    Eu, que sou um leigo nestas matérias, alguém me explique:

    Mas alguém acredita que o défice portugues tenha aumentado de menos de 3% para 9,3% apenas devido à crise?
    Mas alguém acredita que o défice era mesmo de 3%?
    Mas alguém acredita que o défice de 9,3% não resulta apenas dos milhões enviados para a Banca a fundo perdido para pagar luxos e desvairios de alguns?
    Mas alguém acredita que o actual défice 9,3% não seja também do resultado do envio, ridiculo, de 2mil milhões de euros para a grécia, mais uma vez para pagar dividas que não são nossas?
    Mas alguém acredita noutra coisa que não disto?

    Ora se as empresas em Portugal não estivessem a fechar (pequenas/médias empresas), se as multinacionais não se estivessem a deslocalizar (depois de receberem milhões em ajuda do estado), de o desemprego diminuisse, de as prestações sociais de apoios as efectivamente desempregados (não aos desempregados por interesse), apoio à natalidade, baixa de impostos, aumento de vencimentos, etc. etc. etc.
    Então sim ... agora não me venham com conversas da treta que é da crise ... não cortem com a mama à Banca ... às empresas públicas, às privadas que dominam a administração central, as pensões milionárias de professores, militares, juizes, e nunca vão ver o défice a diminuir, mas sim mais e mais medidas de austeridade.

    Cumprimentos,

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  4. Marco, Ok..

    A Alemanha nao está como nós, a Holanda também nao.
    Mandar pó "Mundial" é desculpa grotesca e denota ignorância.
    ... nao se ouve fallar na Suécia, na Eslovénia...veja o crescimento deste último país...p. ex..

    Mentira, nao. Agora, nao!

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  5. Vai-me desculpar se me intitular ignorante ... mas não percebi nada do que escreveu ... zero ...

    Se me puder explicar, Obrigado.

    passar de um défice de menos de 3% para os 9,3% em mês/mês e meio ou menos segundo o sr . primeiro ministro é no mínimo chamar estúpidos a muitos portugueses ... mais ... desculpar esse aumento com a crise dos outros pior ainda ...

    Mais veremos para que vão servir estes 2 mil milhões de receitas extraordinárias ... se para enviar para a Grécia ... se para financiar o Aeroporto e TGV ... ou se para diminuir o défice ...

    Cumprimentos,

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