Melhor é possível
Por qualquer razão , alheia à vontade dos dois ( minha e do Director do Jornal) o texto publicado está truncado o que dificulta a leitura do mesmo.
Assim , aqui fica o texto com as devidas correcções a bold
Melhor é possível
Esta terceira semana de Maio poderá ter significado uma viragem na organização do Ensino em Porto de Mós; a eleição do Director do maior Agrupamento de Escolas do Concelho. A escolha deste dirigente foi o ponto final num ano lectivo atribulado, impreciso e confuso que colocou toda a comunidade escolar à beira de um ataque de nervos. Rui Neves , actual Vereador na Câmara Municipal, foi o escolhido pelo Conselho Geral Transitório para liderar um Agrupamento onde apenas se juntaram Escolas e não as pessoas. O Novo Director tem uma enorme tarefa pela frente: identificar os pontos fortes e fracos sem ferir susceptibilidades, será a primeira das prioridades. Depois, este candidato tem o vento a se favor: uma excelente e privilegiada relação com a Câmara, uma notável carteira de contactos e uma motivação forte para fazer melhor. Os dados estão lançados. O tempo será a melhor resposta a este desafio.
Eu acrescento que esta candidatura teve ainda outro aspecto que nunca é demais realçar: a partilha de poder entre as escolas em presença. A concentração numa só escola; sede de agrupamento, Presidência do Conselho Pedagógico, Director e Presidência do Conselho Geral Transitório sempre me pareceu uma solução que, a longo prazo , traria mais inconvenientes do que vantagens. Quebrou-se este anel de poder : caberá ao novo Director encontrar as melhores soluções, as melhores personalidades para darem rosto e corpo ao seu projecto de intervenção para 4 anos.
Temo, contudo, que esta decisão traga alterações significativas à vida do “ novo” Director : ( salvo melhor opinião) Rui Neves não poderá acumular as suas funções de Vereador mesmo sem pelouro. Estou, totalmente de acordo com o espírito da lei.. Art.26 ª nº 1. do Decreto –lei nº 75 /2008 :O regime de dedicação exclusiva implica a incompatibilidade do cargo dirigente com quaisquer outras funções, públicas ou privadas , remuneradas ou não. O Agrupamento, é um parceiro único e singular na política educativa do Concelho ; não pode estar à mercê das decisões políticas de um outro órgão do qual depende
Só lhe ficaria bem se abdicasse sem delongas; o Agrupamento que vai dirigir precisa de tranquilidade e da total disponibilidade e dedicação dos seus dirigentes. Para desassossego bastou este ano lectivo.
Uma palavra de conforto ao actual Presidente Rui Claúdio: um homem bom que dirigiu com paciência e espírito de sacrifício este Annus Horribiles: perdera Direcção não significa menos credibilidade e as Novas Tecnologias nunca progredirão sem o seu contributo.
Será que é agora que será alguém do Concelho a assumir as Aec`s?
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