25 de Abril - Discurso de Paulo Rangel


 


Muito pertinente e adequado.


Subscrevo.

Comentários

  1. Ouvi atentamente o discurso !

    Acho que foi o primeiro discurso que ouvi no senado Português. Todavia, não deixa de ter piada e sem qualquer ofensa e sem qualquer partido partidário ( não sou cidadão Português não votando, pois, em Portugal ) a assimilação de ideias com este texto que aqui reproduzo.

    No fundo, ser Português é ser um pouco louco.

    Mas isso é bom !

    No fundo, como escreve o mesmo autor que cito abaixo, só os Portugueses é que não gostam dos Portugueses .

    Europa , Europa : Meditações Portuguesas !

    “Meditações Portuguesa” é o título dum dos capítulos do livro de Hans Magnus Enzensberger : Ach Europa !

    Hans Magnus Enzensberger é poeta, filósofo e jornalista.

    Europe, Europe! é a tradução de Ach Europa !, ( Frankfurt 1987 ) . A tradução Francesa é de Pierre Gallissaires e de Claude Orsoni. Esta data de 1988 (edições Gallimard ).

    Não faço a mínima ideia se a obra de Enzensberger está ou não traduzida em Português. E já nem me lembro como este livro me chegou às mãos. O livro foi, conforme as fontes acima citadas, praticamente publicado aquando da entrada de Portugal na CEE.

    O extracto que passo a traduzir ( via a língua Francesa) parece-me interessante, apesar de não ser recente. Dá uma visão dos Portugueses que me parece questionante, quanto a mim.

    Passo a citar ( páginas 179 e 180 para a edição Francesa )

    “ O alto funcionário Europeu que encontrei em Lisboa, um Holandês , não párava de se esfregar as mãos e estava persuadido que bastava ter paciência com os Portugueses. Para ele, estes não estavam ainda muito avançados e havia, simplesmente, que os encorajar e felicitar tal como se faz com um bravo camponês. E, como tal, não tardariam a serem racionais. O que duvido muito.

    Porque o que os Portugueses opõem à racionalidade capitalista não é unicamente a sua inaptitude. É uma resistência. (...) Eles ficam presos às virtudes que lhes são próprias, à sua tolerância patológica, ao seu cepticismo que só cede perante o maravilhoso, à sua genorosidade inconsciente, às virtudes que são talvez utópicas e que lhes custam caro porque, para o mundo do progresso, equivalem a pecados mortais. Mas voltarão estas um dia ? Este assunto não está ainda resolvido. O que defendem os Portugueses, por vezes de maneira confusa e involuntária, mas sempre com tenecidade, não é uma possessão, mas os seus desejos. É justamente o que ninguém possui. O que este povo incarna é a critica da razão. “

    E Viva o Porto !












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