O Tratado Lisboa foi aprovado e inicia-se uma nova etapa na maior aventura do entendimento da humanidade. O seu teor foi muito politizado por questões de política caseira, mas não foi, de todo, debatido a fundo.
O caminho da Europa para o futuro está cheio de encruzilhadas, com ou sem rotundas, que nenhum GPS ajuda a fazer directo e em pouco tempo. São muitas as contradições que baralham esse caminho. Destaco apenas duas: as fronteiras e a democracia. Fronteiras (“borders” e “frontiers” coexistem na Europa) estabilizadas há séculos ao lado de fronteiras recentes e instáveis, com feridas abertas e sérios focos de conflito prontos. Democracia, a matriz de construção da Europa, sistematicamente arredada de todos os processos de avanço na integração, como mais uma vez se viu com o agora aprovado tratado de Lisboa, com o golpe e a golpada a ocuparem o lugar que deveria ser sagrado da democracia. Com contradições tão marcantes é difícil que algum GPS se entenda…
Eu diria mesmo que o debate se restringiu à classe política e os cidadãos ficaram às escuras. Como a classe política afinal pretendia. Aquele remate de "comprar" o Vaclav Klaus para ee assinar, diz muito do que poderá ser o futuro da Europa.
A Guerra Colonial marcou muitos milhares de pessoas. Não só portugueses. Em termos históricos ainda não terá passado o tempo suficiente para a debater com isenção. Não quero aqui fazer qualquer juízo de valor, mas apenas partilhar um texto e uma foto que apanhei na net. Gosto de ouvir as estórias dos soldados que combateram nas ex-colónias, sendo que a maior parte deles o fez contra a sua vontade. Acho que o país lhes deve, no mínimo, um agradecimento pelos anos perdidos e pelos sacrifícios passados. Os relatos na primeira pessoa contados por muitos ex-combetentes será uma forma de perpétuar o que passaram, assim como um contributo para que as gerações mais novas de que faço parte, conheçam a sua história. Como se diz no excerto, muito do que se passou nesses tempos difíceis seria assunto para muitos livros e muitos filmes. Guiné 1968 Região de Tombali - Gandembel CCAÇ 2317 Início da construção do aquartelamento «As grandes fotografias dispensam legendas. Esta é uma das fotos-í...
Caros amigos, Uma vez aqui reunidos nesta esplanada, queria em primeiro lugar agradecer a vossa disponibilidade em participar nesta tertúlia de livres pensadores portomosenses. Foi com estas palavras que começamos o Vila Forte em Outubro de 2006. Passados todos estes dias olhamos para trás e sentimos orgulho pelo que foi este blog e estamos certos que teremos saudades do projecto que hoje termina com este post. Foi um prazer estar convosco neste esplanada. Obrigado a todos. Até sempre
O caminho da Europa para o futuro está cheio de encruzilhadas, com ou sem rotundas, que nenhum GPS ajuda a fazer directo e em pouco tempo. São muitas as contradições que baralham esse caminho. Destaco apenas duas: as fronteiras e a democracia.
ResponderEliminarFronteiras (“borders” e “frontiers” coexistem na Europa) estabilizadas há séculos ao lado de fronteiras recentes e instáveis, com feridas abertas e sérios focos de conflito prontos.
Democracia, a matriz de construção da Europa, sistematicamente arredada de todos os processos de avanço na integração, como mais uma vez se viu com o agora aprovado tratado de Lisboa, com o golpe e a golpada a ocuparem o lugar que deveria ser sagrado da democracia.
Com contradições tão marcantes é difícil que algum GPS se entenda…
A frase não terminaria em prontos mas em " prontos a rebentar". ... focos de conflitos prontos a rebentar.
EliminarEu diria mesmo que o debate se restringiu à classe política e os cidadãos ficaram às escuras. Como a classe política afinal pretendia.
ResponderEliminarAquele remate de "comprar" o Vaclav Klaus para ee assinar, diz muito do que poderá ser o futuro da Europa.